PGM

Multiplicação de células: quando e como dividir o grupo

Multiplicar uma célula é abrir outro grupo, com outro líder, quando o cuidado já não cabe numa sala só. O PGM não exige um número mínimo de pessoas. A decisão é da igreja. O que o sistema pede é que a nova célula, o líder e os membros existam no cadastro, senão o relatório da semana seguinte nasce torto.

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O que multiplicação é, e o que não é

No vocabulário de muitas igrejas, multiplicar significa que uma célula dá origem a outra. As pessoas continuam na mesma igreja. Muda a casa, muda quem lidera e muda a lista de quem está em cada noite. Não é fechar o grupo antigo por fracasso. Não é competir para ver qual célula fica maior. A página Sobre do PGM usa a multiplicação como o motivo do produto: o software existe para a igreja enxergar células que se dividem, não para guardar uma lista única para sempre.

Também não é um botão mágico. Não há, no aplicativo, um comando chamado “multiplicar” que parte a lista ao meio e cria tudo sozinho. Há cadastro de célula, de líder e de membro, e há relatório por reunião. Multiplicar bem é usar esses cadastros na ordem certa. Multiplicar mal é combinar a divisão no grupo de mensagem e esquecer de tirar as pessoas da célula antiga. Aí o mesmo membro aparece em duas presenças, ou não aparece em nenhuma.

Sinais de que a conversa já pode começar

O PGM não publica uma meta numérica do tipo “multiplique ao chegar em tantas pessoas”. Qualquer número desse tipo, aqui, seria invenção. A igreja decide. Os sinais abaixo são práticos, não uma régua do software.

Nenhum desses sinais, sozinho, obriga a divisão. Uma célula pequena pode multiplicar se a igreja quer alcançar outro bairro e tem um líder pronto. Uma célula grande pode esperar se ninguém está preparado para liderar. Abrir célula sem líder é criar uma reunião que não terá relatório nem cuidado.

Escolher quem vai liderar

O novo líder sai, na maior parte das vezes, de dentro da própria célula. É alguém que os outros já viram servir, não um nome trazido de fora na mesma semana da divisão. A landing do PGM fala em líder e co-líder. O co-líder é o ensaio natural: ele já cobre uma noite, já acompanha visitante, já sabe como o relatório funciona. Promover o co-líder a líder da nova célula é um caminho coerente com o que o produto já nomeia.

Converse com a pessoa antes de anunciar ao grupo. Explique o que a tela exige: marcar presença, registrar visitante, informar oferta, enviar o relatório, responder pedido da página pública. Entregue o guia de como liderar uma célula e, se a igreja tiver treinamento próprio, esse treinamento vem primeiro. O PGM não certifica líder. Ele só dá acesso a quem o pastor convidar.

Acesso é papel. No aplicativo, líder enxerga a célula e o relatório. Membro não administra a lista. Se o novo líder continuar só como membro, ele não consegue enviar o relatório da casa nova. O convite com o papel certo faz parte da multiplicação, não é um detalhe de depois.

Preparar o grupo para a divisão

Anuncie a data com antecedência, num aviso da igreja ou da célula, não na hora da oração final. As pessoas precisam saber se vão para a casa nova ou se ficam. Critério honesto ajuda: quem mora perto da casa nova, quem já tem relação com o novo líder, quem se oferece. Evite montar a lista A com “os maduros” e a lista B com “os novos”. As duas células precisam de gente que acolhe e de gente que está chegando. Senão uma vira reunião de obreiros e a outra vira grupo sem referência.

Visite a casa nova antes, ou peça que o anfitrião confirme endereço. O relatório mostra anfitrião e endereço quando eles existem. Errar a casa no cadastro faz o visitante da página pública ir para o lugar antigo. A página pública deixa a pessoa escolher a célula ou pedir direcionamento. Se os endereços estiverem certos, a escolha fica mais fácil. O guia da ficha explica esses campos.

Combine a primeira noite das duas células no mesmo dia, se a agenda permitir. Assim ninguém fica uma semana sem grupo “porque a divisão ainda não começou”. E combine quem avisa os visitantes que estavam no meio do contato: um pedido pendente não pode ficar apontando para uma célula que já não se reúne naquele endereço.

O que cadastrar no PGM, e em que ordem

  1. Crie a nova célula com nome que as pessoas reconhecem. “Célula 2” é pior do que o nome do bairro ou do anfitrião, se a igreja usa esse costume.
  2. Defina o líder e, se houver, o co-líder, com o papel correspondente no convite.
  3. Mova os membros que vão para a casa nova. Confira se eles saíram da lista antiga. Um membro em duas células gera duas chamadas na mesma noite.
  4. Ajuste o endereço e o anfitrião das duas células.
  5. Gere a agenda recorrente da célula nova, no mesmo horário em que a casa de fato abre.
  6. Olhe os pedidos de visitante ainda abertos e reaponte os que mudaram de célula.
  7. Na primeira reunião de cada casa, envie o relatório, mesmo que a noite tenha sido curta. O primeiro envio confirma que o cadastro novo está vivo.

O pastor, ou quem tem permissão de células, faz o cadastro. O líder novo não deveria ser deixado sozinho nessa noite administrativa. Sentar junto na primeira configuração evita uma semana de “não estou achando minha célula”.

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A primeira mês depois da divisão

As duas primeiras reuniões dizem se a divisão foi real. Veja se as duas enviaram relatório. Rascunho parado na célula nova costuma significar líder sem segurança, não grupo fracassado. Volte no roteiro do relatório com ele, uma vez, ao lado. Veja se visitante da página pública está caindo na célula que ainda existe naquele bairro. Veja se alguém ficou sem célula: a pessoa some da chamada e acha que saiu da igreja.

Oferta, tema e observações seguem iguais nas duas casas. Não crie regra diferente de relatório para a célula nova. O pastor lê o mesmo formato. Se uma casa registra oferta no número e a outra só escreve nas observações, o consolidado mente.

Se a célula nova não vingar, encerrar também é cuidado. Cancele as reuniões futuras com motivo, reacolha os membros na célula que continua e avise quem estava no meio de um pedido de visita. Deixar célula fantasma no cadastro faz a página pública oferecer uma casa que não abre.

O que não prometer na hora da divisão

Não prometa que a igreja vai crescer um percentual. O PGM não mede isso nesta página e este guia não inventa estudo. Não prometa que o líder novo vai dar conta sozinho na primeira noite. A escala existe justamente para ter uma segunda pessoa. Não use depoimento de outra igreja: não há depoimento publicado no site. Conte o que a sua célula viveu, para o seu grupo, sem transformar isso em prova do software.

O plano Starter continua R$ 97 por mês para a igreja, não por célula. O plano gratuito dos Termos cobre até 1 célula e 15 membros. A partir da segunda célula, a igreja precisa caber no plano que o aplicativo mostrar na hora. Se a API exibir outro plano além do Starter, o preço é o da tela, não um valor chute deste texto.

Perguntas frequentes

Multiplicar é fechar a célula antiga?

Não precisa ser. Multiplicar, neste guia, é abrir uma nova célula com um líder preparado e parte das pessoas, mantendo o vínculo com a igreja. As duas células passam a ter cadastro próprio no PGM.

Quem cria a nova célula no sistema?

O pastor ou quem tiver permissão de células no aplicativo. O líder não deve combinar a divisão só no grupo de mensagem e esquecer o cadastro: membro sem célula some do relatório.

Existe um número mínimo de pessoas para multiplicar?

O PGM não impõe um número mágico. A decisão é pastoral. O guia lista sinais práticos (casa cheia, alguém pronto para liderar, cuidado que já não cabe numa reunião) sem transformar isso em meta de software.

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